Oficina Internacional

Apresentação

A Oficina Internacional do Patrimônio Paisagístico será ministrada pelas arquitetas paisagistas Profa. Dra. Aurora Carapinha e Profa. Dra. Paula Simões, docentes e pesquisadoras do Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA), da Universidade de Évora, Portugal.

A Universidade de Évora é uma instituição de excelência no ensino do Paisagismo, cuja licenciatura foi iniciada em 1981, com grande influência dos arquitetos paisagistas Francisco Caldeira Cabral (1908-1992) e Gonçalo Ribeiro Telles (1922 -2020).

O evento tem como propósito compartilhar a experiência teórica e prática de duas arquitetas paisagistas portuguesas, em especial em relação à análise e à metodologia a serem empregadas em projetos de restauração de jardins históricos.

A Oficina Internacional do Patrimônio Paisagístico é uma iniciativa da Rede Brasileira de Jardins e Paisagens em colaboração com o Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora (CHAIA), a Fundação Casa de Rui Barbosa e o grupo de pesquisas Paisagens Híbridas, EBA/UFRJ, com o apoio  do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), e da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ).

A Rede Brasileira de Jardins e Paisagens, criada em 2010, é voltada para a discussão e proposição de ações para a valorização e defesa dos jardins históricos e das paisagens culturais. Nesses onze anos, foram realizados diversos eventos, publicações e reuniões, dos quais os mais expressivos foram as sete edições do Encontro de Gestores de Jardins Históricos e a aprovação da Carta dos Jardins Históricos Brasileiros, dita Carta de Juiz de Fora, a mais relevante referência nacional para o campo.

A OFICINA – Objetivos

Sensibilizar os participantes para resiliência e da sua importância como suporte identitário, cultural e ecológico e do seu papel enquanto recurso turístico estratégico. Sensibilizar para o potencial do património paisagístico, em particular dos jardins históricos na valorização e consolidação ecológica cultural sobretudo em contexto urbano.

Tomar os Jardins históricos como exemplo de laboratórios vivos e entender a importância da inventariação, da classificação, da consolidação de metodologias e estratégias para a sua recuperação e da importância da atualização e consolidação de quadros legais que salvaguardem a sua integridade.

Apresentar alguns exemplos de estudos e proporcionar a participação através de um ensaio virtual onde se irão provocar sensibilidades, direcionar olhares, descobrir indícios e identificar adjetivações e elementos estruturais como ponto de partida para a elaboração de um hipotético Estudo Histórico daquele estudo de caso.

Sensibilizar os formandos para a importância da especificidade do património paisagístico, da sua fragilidade, resiliência e da sua importância como suporte identitário, cultural e ecológico e do seu papel enquanto recurso turístico estratégico. Sensibilizar os formandos para o potencial do património paisagístico, em particular dos jardins Históricos na valorização e consolidação ecológica cultural sobretudo em contexto urbano.

Tomar os jardins históricos como exemplo de laboratórios vivos e entender a importância da inventariação, da classificação, da consolidação de metodologias e estratégias para a sua recuperação e da importância da atualização e consolidação de quadros legais que salvaguardem a sua integridade.

Apresentar alguns exemplos de estudos e proporcionar a participação através de um ensaio virtual onde se irão provocar sensibilidades, direcionar olhares, descobrir indícios e identificar adjetivações e elementos estruturais como ponto de partida para a elaboração de um hipotético Estudo Histórico daquele estudo de caso.

METODOLOGIA

Atividades síncronas (em tempo real), 5 (cinco) Sessões de Aula com a duração de 60 a 80 minutos cada em horário pós-laboral, serão tratados conceitos e tipologias, áreas verdes urbanas, metodologias e intervenções em jardins históricos, e desenvolvido estudo sobre o jardim da Casa da Marquesa de Santos, equipamento da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro – FUNARJ.

As sessões de Aula de 1 a 4 terão uma abordagem teórico-conceptual com recurso a audiovisuais sendo que, no final, cada sessão será aberta ao diálogo com os participantes (20 minutos).

A sessão 5, de carácter prático

Parte I: Apresentação do Estudo

Parte II: Diálogos, debates e discussão

Dias 14, 16, 18, 21 e 23 de junho, das 18 às 19h15 pelo plataforma Zoom

PROGRAMA

Módulo A
Património Cultural e Paisagístico

Sessão 1 e 2, dias 14 e 16 jun – 18h

A importância da paisagem na Identidade Cultural
Estrutura Ecológica Cultural
As especificidades do Património Paisagístico e a sua importância na preservação e fortalecimento da memória cultural e da identidade coletiva
Glossário. Conceitos e Tipologias.


Módulo B
Filosofia e Metodologias de Recuperação em Jardins Históricos

Sessão 3, dia 18 jun – 18h

Da recuperação de património Paisagístico. Orientações.
Aptidões e potencialidades (turística, lúdica, cultural)

O Estudo Histórico
Identificar o essencial do acto fundador de cada jardim
Contexto (morfológico, geográfico, cultural e histórico). Estrutura.

Sistemas e adjetivações
Da relação com outras áreas de formação


Módulo C
Gestão, valorização

Sessão 4, dia 23 jun – 18h

Da importância da inventariação e da classificação
Documentos orientadores e normativos internacionais de referência (Carta de Florença)
Ameaças à integridade do património paisagístico


INSCRIÇÕES

Período de Inscrição:
24 de maio a 10 junho de 2021

Efetivação da matricula: 
10 e 11 de junho

Confirmação da inscrição: 
12 de junho

acesso para pagamento on line estará disponível entre 24 de maio e 10 de junho

O Curso será efetivado com o mínimo de 10 inscritos até o dia 10 de maio.

Serão conferidos Certificados mediante a 75% de frequência

Informações:
redejardinsepaisagens@gmail.com

I N F O R M E

A Rede Brasileira de Jardins e Paisagens informa:
Devido a grande procura as vagas para a Oficina estão esgotadas.

Maiores informações: Entrar em contato pelo correio eletrônico da Rede Brasileira jardins e Paisagens

Inscrição

Profissionais: 150,00

Associados da ABAP: 120,00

Estudantes: R$ 80,00

Formulário de Inscrição


DOCENTES

  
Professoras
Aurora Carapinha

Arquiteta paisagista, doutora em Artes e Técnicas da Paisagem pela Universidade de Évora, onde é professora no Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento. Investigadora do Centro de História de Arte de Investigação Artística, instituto onde coordena projetos de investigação sobre a paisagem na cultura portuguesa e a transformação da mesma ao longo dos anos. Nas dezenas de trabalhos publicados em seu nome, observa-se uma grande preocupação com e devoção a questões ambientais, que trata frequentemente em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian.
Paula Maria Simões

Arquiteta paisagista, doutora em Artes e Técnicas da Paisagem pela Universidade de Évora, onde é professora no Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento. Investigadora do Centro de História de Arte de Investigação Artística. É vice-presidente da Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas. Participou de diversos projetos representativos de diferentes tipologias de intervenção, elaborados de forma multidisciplinar, em conjunto com inúmeros ateliês tanto em como em coordenação como membro de equipe técnicas.

Créditos

Realização
Rede Brasileira de Jardins e Paisagens

Organização
Ana Pessoa | FCRB
Douglas Fasolato |Casa Marquesa de Santos – FUNARJ – SECEC-RJ/Rede Brasileira de Jardins e Paisagens

Parceiras/Apoios
Centro de História da Arte e Investigação Artística |
CHAIA/Universidade de Évora
Fundação Casa de Rui Barbosa | FCRB
Grupo de Pesquisas Paisagens Híbridas |EBA/UFRJ
Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ)
Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas | ABAP
Conselho de Arquitetura e Urbanismo | CAU)
Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro | FUNARJ