Arte e paisagem | EBA/UFRJ – 2021-2

Curso de História da Arte | Código: BAH234
Carga Horária Semestral 45h (03 horas) Créditos: 3
Quarta-feira: 9h00 as 12h00

EMENTA | Estudo das relações existentes entre arte, natureza e cultura tendo como fundamento conceitos e teorias do campo epistemológico da paisagem. Análise dos diálogos entre os campos da arte e da paisagem na contemporaneidade, nos planos ideológico e prático que definem as instâncias investigativas relativas a esse campo disciplinar.

Objetivos | Refletir sobre conceitos e teorias que tratam dos estudos das artes visuais a partir das suas manifestações na paisagem sob a perspectiva transhistórica e territorial; Analisar as interseções existentes entre o campo ampliado das artes visuais e da paisagem considerando a priori a produção da cultura material e imaterial que se manifesta no ambiente construído. Apresentar e examinar obras de arte e artistas que têm a paisagem como fundamento essencial da sua produção artística.

Programa do Curso

Sessão de AulaDiaRecorte Temáticos
24NOV
Apresentação da Disciplina | Aproximações sobre o tema e objeto do curso

POLETTE, Marcus. Paisagem: uma reflexão sobre um amplo conceito. In: Turismo - Visão e Ação - ano 2 - n.3 - p.83-94 abr/set -1999.

CLARK, K. Arte e paisagem. Lisboa: Ulisséia, 1968. [Paisagens de símbolos] (p. 19 -57).

WOOLF, Virgínia. A arte da brevidade. São Paulo: Autêntica, 2017. [Kew Gardens, p. 99-119].
01DEZ Fundamentos conceituais da paisagem e os discursos da História da Arte
BESSE, J. Marc. O gosto do mundo: exercícios de paisagem. Rio de Janeiro: UERJ. 2014. [As cinco portas do conhecimento – ensaio de uma cartografia das problemáticas paisagísticas contemporâneas, p. 33-61].

CAUQUELIN. Anne. A invenção da paisagem. São Paulo: Martins Fontes, 2010. (Um jardim quase perfeito, p. 17-32)
08DEZA paisagem e as mentalidades medievais reinterpretada através da cultura renascentista
DELEMEAU, Jean. A civilização do renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994. [A cidade e o campo, (p. 247-277)]

HOCKE, G. R. Maneirismo – o mundo como um labirinto. São Paulo: Perspectiva, 1957. [A “floresta Sagrada” de Bomarzo; os monstros; o sono da razão, p. 139 -149).
15DEZGeometria, monumentalidade e simetria – instrumentos de composição da paisagem nos século XVII e XVIII
HOLBACH, Barão. A natureza. São Paulo: Martins Fontes, 2001. [Da natureza, p. 31-42; Do movimento e sua origem, p. 43-62].

NORBERT, Elias. A peregrinação de Watteau à ilha do amor. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

TEXTO COMPLEMENTAR
JONES, Stephan. A arte do século XVIII. São Paulo: Circulo do livro, 19--. (p. 56-73)
22DEZO urbano e a paisagem no século XIX: a rua, o higienienismo, o flanêur e os jardins públicos.
SCHAMA, Simon. Paisagem e memória. São Paulo: Cia das Letras, 2009 [A arcádia redesenhada, p. 555-573)].

DOURADO. Guilherme Mazza. Belle époque dos jardins no Brasil. São Paulo: Senac, 2011. [Movimento de paisagistas franceses, p. 27-60).
05JANA pintura de paisagem oitocentista – Escolas e movimentos: Barbizon, Pré-Rafaelitas, Impressionistas e a Hudson River School
Palestra Prof. Dr. Esdras Arraes.
FAVERO, Franciele. O romantismo e a estetização da natureza. In: Revista Da pesquisa. V. 7 No.9, 2012. ISSN. 1808 3129.

ARRAES, Esdras. Jardim e paisagem entre a literatura e a filosofia da Época de Goethe In: Rapsódia, No. 13, 2019. ISSN. 1519-6453

12JANOs movimentos de vanguarda integrados ao ambiente construído.
Palestra Profa. Dra. Alda de Azevedo Ferreira | GPPH - PROARQ-FAU/UFRJ
Referências
LEENHART, J.Nos jardins de Burle Marx. São Paulo: Perspectiva, 1996.[O jardim: jogos de artifícios, p.7-26].
19JANArquitetura da paisagem e o contexto dos movimentos moderno e pós-moderno
Palestra: Prof. Igor Dias | PROARQ-FAU/UFRJ

Referências
26JAN(Re)dimensionamento de conceitos de arte-natureza e paisagem na metrópole contemporânea: correntes ideológicas, formatos e representações
CAUQUELIN. Anne. Paisagem virtual: dois mundos separados. In: CARDOSO, Isabel Lopes. Patrimônio Paisagem. Évora: Dafne, 2013.

DAVID, JOSHUA; HAMMOND, Robert. High Line: a história do parque suspenso de Nova York. São Paulo: Bei, 2013.
02FEVLand Art: Christo - utopia e contemplação dos sentidos
CHRISTO - Surround Islands: Biscayne Bay, Greater Miami, Florida, 1980-1983. Barcelona: Polígrafa, 1986.

TEXTO COMPLEMENTAR
FERREIRA, Glória. Walter de Maria: entre invisibilidade e paisagem In: Paisagem: desdobramentos e perspectivas contemporâneas.

09FEVEcoarte, Bioart: relações entre natureza e arte na cidade contemporânea.
STRAMBI, Marta Luiza. Bioarte e experiências da resistência In: 19º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas “Entre Territórios”.http://www.anpap.org.br/anais/2010/pdf/cpa/marta_luiza_strambi.pdf

DOMINGUÊS. Álvaro. Paisagens transgênicas: dois mundos separados. In: CARDOSO, Isabel Lopes. Patrimônio Paisagem. Évora: Dafne, 2013.(p. 223-244).

TEXTO COMPLEMENTAR
LEVY, José Alberto. A bioarte In: International Journal of Biosafety and Biosecurity,IJBB Vol. 1, N.o. 01.nov.2010. http://www.ekac.org/bioarte_levy.pdf Acesso. 29.ago.2016.
16FEVDecolonialidade, paisagem e ambiente I: a cena artística americana
BROWNLEE, Peter John; PICCOLI, Valéria; UHLYARIK, Giorgina. Paisagem nas Americanas: pintura da Terra do Fogo ao Ártigo. São Paulo: Pinacoteca de Sâo Paulo: 2017. [Pintura de paisagem nas Américas: uma investigação, (p. 13-15); De metrópole urbana a espetáculo: o vale do méxico no imaginário paisagístico (p.22-27); Às margens da pintura: a natureza na imaginação andina, c. 1800-1900, ( p. 138-143)].

CORREA, Sílvio Marcus de Souza. Africanidades na paisagem brasileira In: Revista Interdisciplinar Internacional - Interthesis. V. 7, 2010.
23FEVDecolonialidade, paisagem e ambiente II: a cena artística americana
Palestra: Juliana Joannou | Historiadora da Arte - EBA/UFRJ

Referências


BESSE, J. Marc. Ver a terra: seis ensaios sobre a paisagem e a geografia. São Paulo:  Perspectiva, 2006.

BROWNLEE,  Peter John; PICCOLI, Valéria; UHLYARIK, Giorgina. Paisagem nas  Americanas:  pintura da Terra do Fogo ao Ártigo. São Paulo:  Pinacoteca de Sâo Paulo: 2017.

DAVID, JOSHUA; HAMMOND, Robert. High Line: a história do parque suspenso de Nova York. São Paulo: Bei, 2013.

DELEMEAU,  Jean. A civilização do renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994. DELEMEAU,  Jean. A civilização do renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994.

DOURADO. Guilherme Mazza.  Belle époque dos  jardins no Brasil. São Paulo: Senac, 2011.

Favero, Franciele. O romantismo e a estetização da natureza http://www.ceart.udesc.br/dapesquisa/files/9/02VISUAIS_Franciele_Favero.pdf

FERREIRA, Glória. Walter de Maria: entre invisibilidade e pasiagem In: BULHÕES, Maria Amélia; KERN, Maria Lúcia (Org.).  Paisagem: desdobramentos e perspectivas cntemporâneas. Porto Alegre:  UFRGS, 2010.

HOCKE, G. R.  Maneirismo – o mundo como um labirinto.São Paulo: Perspectiva, 1957

JONES, Stepan. A arte do século XVIII. São Paulo: Circulo do livro, 19–. (p. 56-73)

LEENHART, J. Nos jardins de Burle Marx. São Paulo: Perspectiva, 1996.[O jardim: jogos de artifícios, (p.7-26).

LEVY, José Alberto. A bioarte InInternational Journal of Biosafety and Biosecurity,IJBB Vol. 1, N.o. 01/11/2010. http://www.ekac.org/bioarte_levy.pdf Acesso. 29.ago.2016.

NORBERT, Elias. A peregrinação de Watteau à ilha do amor. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

SCHAMA, Simon. Paisagem e memória. São Paulo: Cia das Letras, 2009.

STRAMBI, Marta Luiza. Bioarte e experiências da resistência In19º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas “Entre Territórios”.http://www.anpap.org.br/anais/2010/pdf/cpa/marta_luiza_strambi.pdf

TUAN, Yi-Fu. Paisagens do medo. São Paulo: Unesp, 2005, [Medo da natureza humana: fantasmas, p. 179-208].