
PAU DOS FERROS (RIO GRANDE DO NORTE), 25, 26 e 27. AGOSTO/2026
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO - UFERSA
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO - UFERSA
PRA COMEÇAR...

O conceito de jardim tem sido articulado histórica e artisticamente a partir de epistemologias eurocentradas. Para além dessas lentes, a categoria “jardim” não operaria como dimensão significativa da expressão material, estética e cultural de sociedades subalternizadas, sendo circunscrito em simples canteiros ou áreas que pouco se sintonizariam com o ideal de beleza atribuído aos grandes jardins.O mesmo ocorre com a paisagem. Alguns estudiosos atribuem o seu nascimento ao Renascimento europeu e subsumida ao olhar treinado, educado pelos atributos da arte pictórica. Pessoas fora desse contexto pedagógico não contemplavam paisagens, mas observavam territórios de forma utilitarista, sem qualquer vínculo afetivo ou subjetivo às belezas da Terra que se descortinavam no entorno.
No âmbito brasileiro, as paisagens dos sertões têm sido palco de invenções que os decalcam em figuras rústicas e interpretações de teor negativo. Como se todas as formas de alteração do mundo feitas por mãos de pessoas de diferentes gêneros que ali habitam se afastassem do cânon paisagístico do jardim determinado pela colonialidade do saber europeu. Este é precisamente o tensionamento que este fórum gostaria de lançar luz, chamando a atenção para as formas como pessoas dos sertões atribuem significado aos lugares que elas chamam de jardim.

A proposta pretende apresentar alguns direcionamentos não decisivos, mas que possam desmantelar a semântica monolítica de jardim por meio da confluência propositiva de pesquisadoras e pesquisadores dedicadas/os em repensar a relação entre sociedades, paisagens dos sertões e jardim. Um quintal poderia ser jardim? E calçadas nas quais afetivamente mulheres e homens cultivam plantas para o embelezamento do ambiente doméstico e da cidade? Como as pessoas dos sertões podem contribuir para a redefinição de jardim e paisagem?
É a partir desses disparadores que propomos esta edição do Fórum Gramáticas do Jardim – Sertões, tomando como lugar de encontro cidade de Pau dos Ferros/RN, sede do campus do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFERSA. Nessa cidade, reuniremos estudiosos e estudiosas de diferentes partes do Brasil e formados em diversos campos do saber, cujas pesquisas provocativas condicionam uma história e antropologia do jardim e da paisagem às avessas.
O QUE ESTÁ EM JOGO EM PORTO ALEGRE?
Desde sua semente inicial, em 2019, o Fórum Gramáticas do Jardim tem se consolidado como uma trama interdisciplinar sensível, voltada àqueles que buscam ler e compreender a paisagem brasileira para além de sua superfície. Mais do que um evento acadêmico, o Fórum desenha itinerários que percorrem a vasta diversidade biocultural do país, explorando as múltiplas camadas que compõem a história de nossas paisagens e as complexas relações estabelecidas no ambiente construído. Nesse percurso, abrem-se janelas de observação e surgem outras lentes interpretativas que seguem moldando a maneira como compreendemos a contemporaneidade à luz dos estudos da paisagem.

A edição de 2026 apresenta-se, assim, como um convite a observar o conceito de jardim não apenas sob o prisma da estética, mas como um campo de forças no qual natureza, cultura e história se entrelaçam, tensionando as formas tradicionais de leitura da paisagem. Esse deslocamento interpretativo exige o desenvolvimento de outras gramáticas capazes de ampliar os modos de compreensão, interpretação e cuidado com o ambiente. Após semear debates no Rio de Janeiro (2019), Brasília (2020) e Niterói, Minas Gerais, Vitória (2021), o Fórum expande suas fronteiras e amadurece sua escuta ao deslocar-se, em 2026, para os Sertões, ampliando o diálogo com outros contextos territoriais, culturais e ambientais.
A interiorização do Fórum Gramáticas dos Jardins-Sertões, que terá como palco a cidade de Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte, aponta para um esforço de subversão das narrativas de “ausência" que, historicamente, marginalizaram a memória de quem criou os sertões do Nordeste, imputando-lhe uma tipificação unívoca sem correspondência com a complexidade das paisagens e dos territórios que os configuram. Não custa lembrar que, sob a lente luminosa de Milton Santos, os sertões deixam de ser vistos pela métrica da escassez para serem compreendidos como um "lugar" denso em sistemas de objetos e ações, nos quais a técnica local responde criativamente, e não sem conflito, às imposições globais manipuladas pelas lógicas do regime neocolonial do capitalismo.

Ao deslocar a rigidez do eixo da produção de saber nacional para os sertões, o movimento proposto por essa edição do Gramática dos Jardins implica no entrelaçamento positivo com diferentes redes de conhecimento. Interessa-nos reconhecer a multiplicidade das paisagens dos sertões e seus agentes construtores. Longe de serem um tipo coeso e sólido, reiteradamente acionado no senso comum apenas às imagens de precariedade e inércia criativa, os sertões e suas gentes de fato rearranjam esse discurso e sinalizam a potência de construção paisagísticas e territoriais subsumidas no universo da vida. A cultura e o território se amalgamam em uma resistência ativa contra o cânon e os ditames de padronização estética e intelectual.
A (re)interpretação do território e das paisagens igualmente encontram eco na crítica de Philippe Descola ao naturalismo ocidental, que separa rigidamente o humano do não humano. O jardim nos sertões não é ornamento passivo ou uma tentativa de mimetizar modelos que se tornaram protagonista do pensar o jardim no ocidente; ao contrário, configura-se a partir de ontologias plurais, uma "outra natureza" na qual espécies vegetais nativas e aclimatadas, dinâmicas climáticas e sensibilidade plástica são algumas das dimensões que operam no agenciamento de táticas sociais cotidianas. Nesse contexto, o fórum instiga e provoca uma leitura em que o ato de jardinar se revela como composição sensível entre diferentes seres e processos. Uma modalidade de gramática que, a priori, não busca domesticar o ambiente, mas sim entrelaçar coexistências no agenciamento construtivo das paisagens dos sertões, e questionar a ideia dualista de que a cultura deve dominar a natureza para existir.

A convergência heurística entre a geografia crítica de Santos, a antropologia da natureza de Descola, a interseccionalidade, a perspectiva contracolonial de Nêgo Bispo, a cosmopolítica de Davi Kopenawa e o legado Zapatista da máxima “um mundo onde caibam muitos mundos”, contribuem para o fortalecimento da emancipação e justiça epistemológica fora da órbita de onde historicamente se definiu o locus científico nacional. Ao investigar como as diferentes pessoas dos sertões definem seu cotidiano em meio à paisagem, a iniciativa desta edição revela que o jardim ali cultivado é uma forma de conhecimento geolocalizado, que transforma a suposta "morte do ambiente" em uma estética de re-existência. Nesse âmbito o projeto destaca a produção intelectual de pesquisadoras e pesquisadores do Nordeste e de outras partes do país. Propõe alternativas científicas para o paisagismo praticado no Brasil, baseadas na memória, nas experiências sensíveis realizadas no campo e na cidade, no conhecimento respeitoso da terra e no uso de espécies nativas e "estrangeiras", consolidando os sertões como polo de inovação e reflexão.
OBJETIVOS
Entre os objetivos deste fórum, destaca-se a necessidade de construir uma estrutura de convergência interdisciplinar voltada para a investigação da forma-jardim à luz de seus contextos socioterritoriais, técnicos e ecológicos, levando em conta as diferentes ancestralidades criativas das culturas dos sertões do Nordeste brasileiro. A partir desse enquadramento, busca-se formular abordagens críticas que (re)imaginem modos de habitar a paisagem, priorizando as especificidades que definem o modo de viver e conviver no contexto nordestino ao reconhecer a potência inventiva originada no entrelaçamento de diversas condições materiais e subjetivas.

Conferir protagonismo aos estudos sobre jardins nos sertões brasileiros, deslocando-se o eixo hegemônico das narrativas paisagísticas e incorporando outras matrizes territoriais, climáticas e epistemológicas ao debate contemporâneo, pode urdir um deslocamento que implica em reconhecer os sertões como territórios de elaboração e reflexão de práticas paisagísticas, nas quais a invenção criativa configura modos singulares de relação com o ambiente natural e construído. Trata-se, portanto, de instaurar um campo de escuta e elaboração que reconheça, nos sertões, não uma margem periférica, mas um centro produtivo de pensamento e experimentação.
Ao enfatizar o diálogo com pesquisadores e pesquisadoras do Nordeste, o fórum aposta na construção de uma perspectiva situada e comprometida com a produção de conhecimento contextualizado e sensível às especificidades regionais. Nessa direção, propõe-se fomentar leituras “a contrapelo” dos modelos universalizantes, que historicamente orientaram o pensamento paisagístico, evidenciando os processos específicos de formação e representação das paisagens do Brasil.
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PROGRAMAÇÃO
DIA I - TERÇA-FEIRA - 25.08.2026
| 9h00 | Abertura Prof. Dr. Esdras Arraes | UFERSA Prof. Dr. Rubens Andrade | EBA-PROARQ UFRJ |
| Sessão I - Diálogos | |
| 09:20-12:00 | Recorte Temático Sertões e seus jardins na história |
| Coordenador da Sessão Prof. Dr. Rubens Andrade | EBA-PROARQ UFRJ |
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| Profa. Dra. Juliana Coelho Loureiro | UFAL | |
| Dra. Nádia Mendes de Moura | UFERSA | |
| Me. Mônica Bertoldiy | JP2 FAPESP "Barroco-Açu - Laboratório de pesquisa "Labya-Yala | |
| Prof. Dr. Diogo Borsoi | Instituto Federal Baiano | |
| Debatedor Prof. Dr. Glauber Luna | UFERSA |
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| 12:00-17:00 | Intervalo |
| 15:00-17:00 | Sessão II - Diálogos Desmantelar o cânon do jardim e da paisagem |
| Coordenador da Sessão Prof. Dr. Glauber Luna | UFERSA |
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| Coletivo Amõaé Prof. Dr. Esdras Arraes Graduandos/as Antônio Welhington da Silva Giovana Duarte Janille Valentim de Andrade João Victor de Freitas Natan Feitosa de Miranda Renata Rocha Quaresma Yasmim Alves de Freitas |
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| Dra. Patrícia Ferananda de Sousa Cruz | Prefeitura Municipal de Juazeiro da Bahia/POIESE – Laboratório de Política e Estética Urbanas | |
| Germano Varela | UFERSA | |
| Patricia Lourenço de Bessa | UFERSA | |
| Vitória Freire | UFERSA | |
| Debatedor Prof. Dr. Glauber Luna | UFERSA |
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| 17:00 | Encerramento |
DIA II - QUARTA-FEIRA - 26.08.2026
| 8:00-16:00 | Experiência de imersão na Caatinga |
DIA III - QUINTA - 27.08.2026
| 8:00-16:00 | Experiência de imersão de apropriação histórica nos sertões Visita à Fazenda Acauã |
| 19:00 | Jantar de encerramento no restaurante “Água na Boca” |
INSCRIÇÕES
NOTA IMPORTANTE: É indispensável que os/as interessados/as em participar da atividade acadêmica preencham integralmente os dados solicitados na Ficha de Inscrição.
Para inscrição, acesse o Google forms no link: INSCRIÇÃO
LOCAL
PESQUISADORES, PROFISSIONAIS E DOCENTES
![]() | Diogo Fonseca Borsoi História (Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP). Professor Adjunto no Instituto Federal Baiano. Doutor em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo (FAU-USP). Áreas de pesquisa: concentram-se em História da Urbanização, do espaço urbano e das relações socioespaciais no Brasil colonial e oitocentista. Investiga temas como economia urbana, territorialidades históricas e cartografia. Autor de artigos e livros abrangendo regiões como Minas Gerais, São Paulo e Bahia. |
![]() | Esdras Arraes Arquitetura e Urbanismo (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE), Professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA). Coordenador do L’Amõaé - Laboratório de Estudos Decoloniais da UFERSA e do grupo de pesquisa Sertões-Amõaé (Cnpq). Doutor e Mestre em Arquitetura e Urbanismo (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAUUSP). Membro dos grupos de pesquisa Paisagens Híbridas (EBA-UFRJ) e Arqueologia da Paisagem (FAU USP). Tem pós-doutorado em Filosofia na área de Estética (FFLCH-USP, 2021). Realizou estágio pós-doutoral na Universidade Livre de Berlim entre 2019-2020. |
![]() | Germano Varela Lima Juca Arquiteto e Urbanista (Universidade Federal Rural do Semi-árido-UFERSA). Atua nas áreas de sustentabilidade, história da arquitetura, urbanismo ecologico e desenvolvimento do semiárido. Participa de projetos de pesquisa voltados à biosustentabilidade em edificações no semiárido, com ênfase na análise de residências uni e multifamiliares e o Projeto amõaé-bantu: lugar de pertencimento, memória e agenciamento afro-indígena na construção dos sertões. Atuou como monitor voluntário na disciplina teoria e história da arquitetura e do urbanismo II e apresentou trabalhos acadêmicos em eventos institucionais. Organização da Semana de Arquitetura e Urbanismo IV e V. Mobilizador da sociedade civil pela ASA no Seminário de Atualização do Plano Estadual de Combate à Desertificação e Nitigação dos Efeitos da Seca (PAE-RN). |
![]() | Giovana Duarte Graduanda de Arquitetura e Urbanismo (Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA). Integrante do grupo de pesquisa Sertões-Amõaé (Cnpq). Áreas de estudo: paisagem sob uma perspectiva decolonial. |
![]() | Glauber Barreto Luna Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor Adjunto (Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA). Mestre e Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Docente no Campus Pau dos Ferros - lecionando para os cursos de Arquitetura e Urbanismo e para Bacharelados Interdisciplinares em Ciência e Tecnologia e em Tecnologia da Informação. Desenvolve pesquisas nas áreas da Sociologia da Arte e da Cultura, com ênfase na Sociologia da Música. |
![]() | Isabelle Mendonça Arquiteta e Urbanista (Universidade de Fortaleza). Mestre em Arquitetura e Urbanismo (Universidade de São Paulo - FAUUSP). Pesquisadora na área de arquitetura rural do Ceará. Pesquisadora colaboradora dos grupos "Sertões- Amõaé" (UFERSA/CNPq) e "Arqueologia da Paisagem" (FAUUSP/CNPq). |
![]() | Juliana Loreiro Arquiteta e Urbanista (Universidade Federal de Alagoas - UFAL). Professora associada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Mestra em Dinâmicas do Espaço Habitado (Universidade Federal de Alagoas - DEHA-UFAL), Doutora em Urbanismo (Programa de Pós-graduação em Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro - PROURB-UFRJ). Estágio doutoral em Lisboa sob a supervisão do Prof. Rafael de Faria Domingues Moreira (UNL) - Bolsa FAPERJ (2014 e 2015). Dedica-se a investigação da História dos quintais, da paisagem, do urbanismo e da arquitetura doméstica. |
![]() | Mônica Bertoldi André Arquiteta e urbanista, Paisagista (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo - FAU-USP). Mestre em Arquitetura e Urbanismo (História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo - FAU-USP). Integra o grupo de pesquisa JP2 FAPESP "Barroco-Açu. A América portuguesa na geografia artística do Sul global" e o Laboratório de pesquisa "Labya-Yala. Laboratório de Estudos Decoloniais". Pesquisas na intersecção entre história, memória e paisagem, com aportes da arqueologia e antropologia. Coordenadora de projetos no escritório Guajava Arquitetura da Paisagem e Urbanismo, atuando com projetos paisagísticos e de requalificação ambiental de espaços livres urbanos, com foco na aplicação de Soluções Baseadas na Natureza para a resiliência climática. |
![]() | Nádia Mendes de Moura Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUCGO). Doutora em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo pelo Programa de PósGraduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), Mestra e especialista em Conservação e Restauro pelo Programa de PósGraduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (FAU/UFBA). Estágio de pósdoutorado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU/UnB). Integra os grupos de pesquisa "Capital e Periferia" (FAU/UnB), "Arqueologia da Paisagem" e "Atlas do Brasil Urbano e de Paisagens Culturais" (FAU/USP), "Urbanizações Brasileiras no Século XIX" (IPPUR/UFRJ) e "Sertõesamõaé" (UFERSA). |
![]() | Patrícia Ferananda de Sousa Cruz Arquitetura e Urbanista (Universidade Federal de Pernambuco -UFPE). Doutora e Mestra (Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - PROPUR/UFRGS). Atua na área de Planejamento Urbano e Regional, nos seguintes temas: planejamento e gestão urbana, políticas públicas urbanas, governança metropolitana, produção do espaço urbano e regional. Arquiteta e urbanista na Secretaria de Obras Estruturantes da Prefeitura Municipal de Juazeiro da Bahia e integra o Grupo de Pesquisa (CNPq) POIESE - Laboratório de Política e Estética Urbanas, e |
![]() | Patricia Lourenço de Bessa Arquiteta e Urbanista (Universidade Federal Rural do Semi-árido -UFERSA), Pós-graduanda em Arquitetura e Patrimônio, Planejamento de Cidades e Arquitetura e Design de Interiores. Formação em Letras – Língua Portuguesa (UERN). |
![]() | Renata Rocha Quaresma Graduanda em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Membro integrante do grupo de pesquisa Sertões-Amoãé (CNPq/UFERSA), onde desenvolve estudos voltados à arquitetura, cidade e paisagem sob uma perspectiva decolonial. Suas pesquisas atuais concentram-se na compreensão das dinâmicas espaciais e territoriais a partir de saberes e práticas comunitárias. Também possui interesse em temas relacionados à produção do espaço urbano, patrimônio cultural material e imaterial, planejamento da paisagem, habitação de interesse social, planejamento urbano e regional e arquitetura bioclimática. |
![]() | Vitoria Freire Arquiteta e Urbanista (Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA). Realizou pesquisa sobre a paisagem e a territorialidade da comunidade quilombola de Conceição das Crioulas (PE), a partir da experiência das mulheres. Atua de forma independente, com trajetória marcada pelo trânsito entre arquitetura e reflexão intelectual. |
![]() | Yasmim Alves de Freitas Graduanda de Arquitetura e Urbanismo (Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA). Integro, desde 2025, o projeto de pesquisa Sertões-Amõaé (CNPq), sob coordenação do professor Esdras Arraes, experiência fundamental para minha formação acadêmica e social, através de um olhar crítico e reflexivo sobre a memória, pertencimento e identidade do território. Os meus principais interesses de estudo concentram-se na paisagem e nas perspectivas decoloniais, áreas que buscam compreender e valorizar saberes locais e as práticas tradicionais e cotidianas, contribuindo para uma arquitetura mais inclusiva e comprometida com as realidades sociais e culturais dos lugares que está inserida. |
CRÉDITOS
Realização
Universidade Federal Rural do Semi-árido - UFERSA
Curso de Arquitetura e Urbanismo - UFERSA
Grupo de Pesquisas Paisagens Híbridas - GPPH-EBA UFRJ
Organizador
Prof. Dr. Esdras Arraes – UFERSA
Coordenador do Fórum Gramática dos Jardins
Prof. Dr. Rubens de Andrade – EBA-PROARQ UFRJ
Comitê Organizador
Esdras Arraes
Rubens de Andrade
Apoio
Rede Brasileira de Jardins e Paisagens
Identidade Visual do evento
Fotografias de Esdras Arraes

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