Arte e Paisagem | 2019/2

Código: BAH234 | Carga Horária Semanal: 3h
Carga Horária Semestral 45h (03 teóricas) Créditos: 3
Quarta-feita: 9h00 as 12h00

EMENTA | Estudo das relações existentes entre arte, natureza e cultura tendo como fundamento conceitos e teorias do campo epistemológico da paisagem. Análise dos diálogos entre os campos da arte e da paisagem na contemporaneidade, nos planos ideológico e prático que definem as instâncias investigativas relativas a esse campo disciplinar.

Objetivos | Refletir sobre conceitos e teorias que tratam dos estudos das artes visuais a partir das suas manifestações na paisagem sob a perspectiva transhistórica e territorial; Analisar as interseções existentes entre o campo ampliado das artes visuais e da paisagem considerando a priori a produção da cultura material e imaterial que se manifesta no ambiente construído. Apresentar e examinar obras de arte e artistas que têm a paisagem como fundamento essencial da sua produção artística.

Programa do Curso

Sessão de AulaDiaRecorte Temáticos
07AGO
Apresentação da Disciplina | Aproximações sobre o tema e objeto do curso
14AGO Fundamentos conceituais da paisagem e os discursos da História da Arte I
BESSE, J. Marc. O gosto do mundo: exercícios de paisagem. Rio de Janeiro: UERJ. 2014. [As cinco portas do conhecimento – ensaio de uma cartografia das problemáticas paisagísticas contemporâneas, p. 33-61].
21AGO Fundamentos conceituais da paisagem e os discursos da História da Arte II
Mídias

1: Pilobolos

2)
World Builder

3) Além da Vida (/Hereafter). Clint Eastwood, 2010.
28AGOA paisagem e as mentalidades medievais reinterpretada através da cultura renascentista I
CLARK, K. Arte e paisagem. Lisboa: Ulisséia, 1968. Paisagens de símbolos (p. 19 -57).

BESSE, J. Marc. Ver a terra: seis ensaios sobre a paisagem e a geografia. São Paulo: Perspectiva, 2006. [Petrarca na montanha: os tormentos da alma deslocada, (p. 1-15)].
04SETA paisagem e as mentalidades medievais reinterpretada através da cultura renascentista II
DELEMEAU, Jean. A civilização do renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994. [A cidade e o campo, (p. 247-277)]

HOCKE, G. R. Maneirismo – o mundo como um labirinto. São Paulo: Perspectiva, 1957. [A “floresta Sagrada” de Bomarzo; os monstros; o sono da razão, p. 139 -149).
11SETGeometria, monumentalidade e simetria – instrumentos de composição da paisagem nos século XVII e XVIII – Parte I
WÖLFFLIN, H. Renascença e barroco. São Paulo: Perspectiva, 1968. [Villas e jardins, p. 151-170].

HOLBACH, Barão. A natureza. São Paulo: Martins Fontes, 2001. [Da natureza, p. 31-42; Do movimento e sua origem, p. 43-62].
18SETGeometria, monumentalidade e simetria – instrumentos de composição da paisagem nos século XVII e XVIII – Parte II
NORBERT, Elias. A peregrinação de Watteau à ilha do amor. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

JONES, Stepan. A arte do século XVIII. São Paulo: Circulo do livro, 19--. (p. 56-73)
25SETNão Haverá Aula
02OUTO urbano e a paisagem no século XIX: a rua, o higienienismo, o flanêur e os jardins públicos.
SCHAMA, Simon. Paisagem e memória. São Paulo: Cia das Letras, 2009 [A arcádia redesenhada, p. 555-573)].

DOURADO. Guilherme Mazza. Belle époque dos jardins no Brasil. São Paulo: Senac, 2011. [Movimento de paisagistas franceses, p. 27-60).
09OUTA pintura de paisagem oitocentista – Escolas e movimentos: Barbizon, Pré-Rafaelitas, Impressionistas e a Hudson River School
FAVERO, Franciele. O romantismo e a estetização da natureza. In: Revista Dappesquisa. V;7 N.9, 2012. ISSN. 1808 3129.
16OUTOs movimentos de vanguarda da pintura, escultura e jardins integrados à paisagem e ao ambiente.
LEENHART, J. Nos jardins de Burle Marx. São Paulo: Perspectiva, 1996.[O jardim: jogos de artifícios, (p.7-26)].
23OUTDecolonialidade, paisagem e ambiente I: a cena artística americana
BROWNLEE, Peter John; PICCOLI, Valéria; UHLYARIK, Giorgina. Paisagem nas Americanas: pintura da Terra do Fogo ao Ártigo. São Paulo: Pinacoteca de Sâo Paulo: 2017. [Pintura de paisagem nas Américas: uma investigação, (p. 13-15); De metrópole urbana a espetáculo: o vale do méxico no imaginário paisagístico (p.22-27); Às margens da pintura: a natureza na imaginação andina, c. 1800-1900, ( p. 138-143)].

CORREA, Sílvio Marcus de Souza. Africanidades na paisagem brasileira In: Revista Interdisciplinar Internacional - Interthesis. V. 7, 2010.
30NOV(Re)dimensionamento dos conceitos de arte, natureza e paisagem na metrópole contemporânea: correntes ideológicas, formatos e representações
DAVID, JOSHUA; HAMMOND, Robert. High Line: a história do parque suspenso de Nova York. São Paulo: Bei, 2013.
06NOVNão Haverá Aula
13NOVLand Art, Ecoarte, bioarte: as relações entre natureza e arte na cidade contemporânea.
FERREIRA, Glória. Walter de Maria: entre invisibilidade e paisagem In: Paisagem: desdobramentos e perspectivas contemporâneas.

LEVY, José Alberto. A bioarte In: International Journal of Biosafety and Biosecurity,IJBB Vol. 1, N.o. 01.nov.2010. http://www.ekac.org/bioarte_levy.pdf Acesso. 29.ago.2016.

STRAMBI, Marta Luiza. Bioarte e experiências da resistência In: 19º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas “Entre Territórios”.http://www.anpap.org.br/anais/2010/pdf/cpa/marta_luiza_strambi.pdf

Referências

BESSE, J. Marc. Ver a terra: seis ensaios sobre a paisagem e a geografia. São Paulo:  Perspectiva, 2006.

BROWNLEE,  Peter John; PICCOLI, Valéria; UHLYARIK, Giorgina. Paisagem nas  Americanas:  pintura da Terra do Fogo ao Ártigo. São Paulo:  Pinacoteca de Sâo Paulo: 2017.

DAVID, JOSHUA; HAMMOND, Robert. High Line: a história do parque suspenso de Nova York. São Paulo: Bei, 2013.

DELEMEAU,  Jean. A civilização do renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994. DELEMEAU,  Jean. A civilização do renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1994.

DOURADO. Guilherme Mazza.  Belle époque dos  jardins no Brasil. São Paulo: Senac, 2011.

Favero, Franciele. O romantismo e a estetização da natureza http://www.ceart.udesc.br/dapesquisa/files/9/02VISUAIS_Franciele_Favero.pdf

FERREIRA, Glória. Walter de Maria: entre invisibilidade e pasiagem In: BULHÕES, Maria Amélia; KERN, Maria Lúcia (Org.).  Paisagem: desdobramentos e perspectivas cntemporâneas. Porto Alegre:  UFRGS, 2010.

HOCKE, G. R.  Maneirismo – o mundo como um labirinto.São Paulo: Perspectiva, 1957

JONES, Stepan. A arte do século XVIII. São Paulo: Circulo do livro, 19–. (p. 56-73)

LEENHART, J. Nos jardins de Burle Marx. São Paulo: Perspectiva, 1996.[O jardim: jogos de artifícios, (p.7-26).

LEVY, José Alberto. A bioarte In: International Journal of Biosafety and Biosecurity,IJBB Vol. 1, N.o. 01/11/2010. http://www.ekac.org/bioarte_levy.pdf Acesso. 29.ago.2016.

NORBERT, Elias. A peregrinação de Watteau à ilha do amor. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

SCHAMA, Simon. Paisagem e memória. São Paulo: Cia das Letras, 2009.

STRAMBI, Marta Luiza. Bioarte e experiências da resistência In: 19º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas “Entre Territórios”.http://www.anpap.org.br/anais/2010/pdf/cpa/marta_luiza_strambi.pdf

TUAN, Yi-Fu. Paisagens do medo. São Paulo: Unesp, 2005, [Medo da natureza humana: fantasmas, p. 179-208].
 

Paisagista pela Escola de Belas Artes/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre em Ciências da Arquitetura pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura – ProArq – FAU/UFRJ. Doutor em Planejamento Urbano e Regional pelo Programa de Pós-Graduação de Planejamento Urbano e Regional  IPPUR/UFRJ. Professor Adjunto da Escola de Belas Artes/UFRJ, no Curso de História da Arte.  Líder no Diretório de Grupos do CNPq do Grupo de Pesquisas Paisagens Híbridas – EBA/UFRJ.