Pós-evento | Morte, Arte Fúnebre e Patrimônio

 

O Seminário “Morte, Arte Fúnebre e Patrimônio”, organizado e realizado pelo Grupo de Pesquisas Paisagens Híbridas/CNPq (EBA-UFRJ), ocorreu na Universidade Federal de Pelotas nos dias 08 e 09 de novembro de 2018, reunindo pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento para apresentar, discutir e compartilhar experiências e resultados de pesquisa sobre o temática do evento. No primeiro dia, a mesa-redonda “Morte, enterramento e memória” contou com a participação de pesquisadoras/es como Viviani Poyer, Márcia Espig e Gabriel Kunrath que, numa abordagem histórica, apresentaram reflexões sobre mortes, enterramentos e diplomacia durante a Guerra do Contestado no início do século XX. À noite, realizou-se a conferência “Memorias y linguajes del Más Allá. El cementerio como lugar antropológico”, proferida pela pesquisadora Jenny Gonzáles Muñoz, que refletiu sobre os significados da paisagem cultural dos cemitérios ocidentais, do século XIX ao tempo presente, seus simbolismos e suas múltiplas memórias.

No segundo dia, tivemos espaço destinado a comunicações, no qual diversos pesquisadores/as puderam apresentar resultados de suas pesquisas, cujos temas estiveram ligados a turismo e paisagem cemiterial e avaliações do lugar fúnebre. Na tarde do dia 09 de novembro, a mesa-redonda “Cemitério, arte fúnebre e museus” contou com a participação de Luiza Neitzke de Carvalho, Diego Lemos Ribeiro e Elaine Bastianello, com abordagens dos sentidos da arte cemiterial, das possibilidades de patrimonialização destes espaços e das possíveis correlações entre museu e cemitério. O Seminário encerrou-se com a conferência do pesquisador Fábio Vergara Cerqueira, intitulada “Música ao túmulo: iconografia de instrumentos musicais em cemitérios”, que analisou repertórios iconográficos de instrumentos musicais que remetem à Grécia antiga em cemitérios europeus e latinos dos séculos XIX e XX com a finalidade de perceber a recepção da Antiguidade na arte cemiterial contemporânea.

O Seminário dialogou com os objetivos do Grupo de Pesquisas Paisagens Híbridas na medida em que as diversas palestras oportunizaram reflexões sobre a dinâmica cultural das construções e invenções das paisagens cemiteriais. Tais invenções podem ser múltiplas e plurais, expressando usos, sentidos e imaginários diferentes, a depender dos sujeitos, do espaço e da temporalidade em que são acionados, construídos, entendidos e nomeados. Nesse sentido, o Seminário demonstrou o quanto os temas “morte” e “arte fúnebre” vinculados a cemitérios são, ainda, portas abertas para inúmeras pesquisas.

Para finalizar, cumpre dizer que o Seminário contou com o apoio da Escola de Belas Artes (UFRJ), do Instituto de Ciências Humanas (UFPEL), do Programa de Pós-Graduação em História (UFPEL) e do Laboratório de Ensino de História (UFPEL).

Aos apoiadores, aos participantes, aos alunos colaboradores e, especialmente, às professoras convidadas, o nosso profundo agradecimento.

Mauro Dillmann (UFPEL)
Rubens de Andrade (UFRJ)

Pelotas, novembro, 2018.

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Paisagista pela Escola de Belas Artes/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre em Ciências da Arquitetura pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura – ProArq – FAU/UFRJ. Doutor em Planejamento Urbano e Regional pelo Programa de Pós-Graduação de Planejamento Urbano e Regional ? IPPUR/UFRJ. Professor Adjunto da Escola de Belas Artes/UFRJ, no Curso de História da Arte. Atua como Coordenador do Grupo de Pesquisas História do Paisagismo- EBA/UFRJ.

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