A Cemitérios

A forma-jardim expressa uma ideologia e desempenha um papel distinto no ambiente urbano. Materializa-se através de um conjunto de ações construtivas que se revelam no cotidiano da cidade através da configuração de espaços cuja formatação pode estar ou não alinhada a uma ordem de usos e funções utilitários, científicos ou, simplesmente, de prazer. Ela se distingue quando enquadra a natureza previamente existente, e nela desenha paisagens que possuem escalas específicas de intervenção, usos socioambientais distintos e estilos que além de modelar a paisagem tornam-se o reflexo de múltiplas ideologias. O conteúdo material e imaterial que nela se manifesta é em grande parte o resultado das negociações firmadas entre o homem e o ambiente. A conjuntura sociocultural e espaço-temporal deve, também, ser considerada como fator essencial a sua existência. Se o jardim é um exercício continuado do apropriar-se da natureza em seu estado bruto, deve-se também observar que sua originalidade enquanto espaço construído é garantida pelo modus operand utilizado para redimensionar o ambiente natural e nele, potencializar representações, cuja aparência nada mais é que uma sobreposição de múltiplas camadas de tempo e ideologias. A cada nova camada acrescentada, o homem ensaia e justifica o seu domínio sobre a natureza.

Pesquisadores

  Professor Adjunto no Departamento de História da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), no Programa de Pós-Graduação em História da…
  Arquiteto Urbanista (FAU/UFRJ), Doutor e Mestre em Ciências em Arquitetura pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura -PROARQ- FAU/UFRJ; Professor …
Paisagista graduado pela Escola de Belas Artes/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Doutor em Planejamento Urbano e Regional pelo Programa…

Publicações

I Colóquio [Perto do Fim] – Arquitetura, Paisagem E Morte | Niterói

Pós-evento / I Colóquio [Perto do Fim]: Arquitetura, Paisagem e Morte

Pós-evento | Morte, Arte Fúnebre e Patrimônio

Pós-evento | Onde a morte habita?

Mesa-redonda | Onde a morte habita? a cidade sob o signo da tanatologia | 13.NOV.2018

Pós-evento | Cuidados com o corpo e a alma no Portugal dos séculos XVI a XIX | UFPEL

Palestra na SAU-Semana de Arquitetura e Urbanismo da EAU-UFF

Projeto Cemitérios: lugares de dor, luto e memórias paisagísticas em Petrópolis, RJ | PALESTRA

Projeto “Arquitetura cemiterial: a eloquência do espaço da transcendência” | Escola de Arquitetura e Urbanismo – EAU-UFF, Niterói, RJ

Nova bolsista Faperj / EAU-UFF

Cuidados com o corpo e com a alma | 10.Out.2018

Seminário Morte, arte fúnebre e patrimônio: memória, simbolismo e imaginário | Pelotas, 8 e 9.11.2018

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