Nos dias 19, 20 e 21 de Setembro de 2018 tive a oportunidade de participar do III EAVAAM 2018, em Belém do Pará, na Universidade Federal do Pará, com a coordenação geral da Prof.ª Dr.ª Denise Machado Cardoso IFCH/UFPA. Evento este que traz como objetivo principal a imagem e a teoria da antropologia visual. O grupo organizador é bem diversificado, esse ano eu pude ir e gostei muito!

Palestras, mesas redondas, grupos de trabalho, exposição fotográfica, performances, muita coisa boa aconteceu nesses três dias! E assim, gostaria de dividir com vocês um pouco dessa experiência, pois vi, que a paisagem e o que a compõe estavam ali em muitas pesquisas e em diferentes formas!

Fiz um resumo expandido intitulado: MULHERES CIENTISTAS DA AMAZÔNIA (XIX E XX): MEMÓRIAS EM FOTOGRAFIAS DE ELIZABETH AGASSIZ, EMÍLIA SNETHLAGE E HELOISA ALBERTO TORRES. No GT Imagem e Memória trouxe como essas três mulheres foram retratadas, e como aparecem, e o que as imagens podem nos remeter ao que passavam em campo, por exemplo? Então, foi com essa questão, e outras que tive a oportunidade de apresentar meu trabalho. O GT foi coordenado pelos professores Doutores Alessandro Campos (UFPA) e Ettienne Samain (UNICAMP).

Este GT reuniu trabalhos diversos, e que contribuíram para ampliar quanto ao uso da imagem em estudos antropológicos, e também em outras áreas, como na história, por onde agora navego, e também em outras disciplinas como na própria arquitetura, paisagem etc. Entre os trabalhos, estavam apresentações sobre como o audiovisual pode ser usado como ferramenta da memória, de imagens em movimento; a memória de velhos, aqui como categoria de Ecléa Bosi, foram utilizadas para fazer imagens em desenho das brincadeiras de crianças em Belém/PA na década de 1960; acervos fotográficos da antropóloga cearense Simone Simões se tornaram referências sobre a festa de Iemanjá em Fortaleza/CE em idos dos anos 80; as memórias e imagens de pessoas que viveram na colônia de hansenianos de Marituba em Belém/PA. Assim, uma infinidade de pesquisas que mostram como podemos fazer das imagens, da memória, dos espaços, elementos para pensar nossas pesquisas e aprender mais!

Neste GT, ressalto a participação do Professor José da Silva Ribeiro, que atua na área da Antropologia e Cinema na Universidade Aberta – Portugal e é também professor visitante na Universidade Federal do Góias, e fez contribuições valiosas nos trabalhos a partir das apresentações; e tive a honra de poder ter dele algumas considerações que levarei para meu trabalho na tese de doutorado. Esse evento trouxe-me mais questões a serem pensadas… agora é processar as informações, organiza-las e escrever!

Também quero aqui, falar um pouco sobre a comunicação do Prof. Dr. Agenor Sarraf, que proferiu a palestra: Imagem, Território e Decolonialidade: imagens das águas da Amazônia. Aqui também vi um belo link com o grupo Paisagens Híbridas, porque a paisagem, pelo que já li é a composição de elementos naturais e não naturais, e na palestra do professor tive a oportunidade de ver diferentes imagens do uso dos rios na Amazônia. E nesta paisagem natural, também estavam os elementos não naturais. Enfim, uma integração de teoria decolonial, cultura e fotografia!

E ao final o evento foi encerrado com a conferência do Professor Luis Guilhermo Vasco Uribe da Universidad Nacional de Colombia, com uma palestra que literalmente (risos bons!!) deu um nó nas nossas cabeças!! Aquele tipo de nó bom, que nos faz de fato questionar: que pesquisadoras (es) somos? como estamos atuando perante a sociedade? que tamanha importância de nos enclausurarmos nos conceitos e teorias da academia? enfim, questões que eu acredito que podemos parar para refletir. Em linhas linhas gerais, o professor nos passou a mensagem de que devemos não somente nos prender em conceitos teóricos, em letras, em algo escrito, mas nas coisas, e o que ele chama de coisa-conceitos, e assim pude anotar: “A capacidade de abstrair com coisas é muito maior com que abstrair com conceitos” (VASCO URIBE, 2018). E assim, ele nos brindou com mapas, desenhos e imagens diversas para pensar a pesquisa, que nesse caso foi antropológica, mas que serve para outras disciplinas. Eu sai com muitas questões na cabeça, e claro muito feliz! Pelo evento, pelas trocas e por conhecer essas pessoas maravilhosas!

Deixo o link do EAVAAM para que vocês possam conhecer, e estão todos convidados para a próxima edição!

Também deixo algumas imagens!!

Fonte: Denise Sá, Diana Alberto e Prof. José Ribeiro

Abraços!

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