A cidade brasileira – patrimônio e paisagem — palestra e debate

O evento visa avaliar e discutir os elementos que constituem o patrimônio arquitetônico e artístico formadores da paisagem urbana nas cidades que detêm obras tombadas ou protegidas. Tais obras serão avaliadas dentro da transformação urbana e dos hábitos, dos usos e dos costumes de seus moradores, usuários e transeuntes. Tendo como experiência a vivência em cidades como Ouro Preto, Cataguases, Rio de Janeiro, Petrópolis, Paraty, observou-se que estes sítios urbanos, que detêm quantidades apreciáveis de bens tombados e protegidos, possuem um diálogo complexo com seus moradores e pessoas que utilizam o espaço urbano, como visitantes e turistas. Assim, o patrimônio é muitas vezes visto como um motivo de orgulho, mas também como um empecilho ao desenvolvimento e crescimento da cidade e da livre escolha das formas das novas construções. A ideia de patrimônio acaba por ser mal entendida, gerando expectativas que não se coadunam com aquilo que de fato se pretende preservar e valorizar. A cidade patrimonial é assim vendida como uma espécie de “espetáculo” a ser consumido. 

Há então um entendimento de patrimônio histórico que, na maior parte das vezes, é entendido pelas pessoas leigas, e mesmo aquelas que estão a começar no estudo do assunto, de um modo enviesado. Cabe a universidade promover ações que facilitem a compreensão acerca dos conceitos de patrimônio e possibilitem discutir o valor dos elementos que constituem a paisagem urbana, pois esses remetem a questões de identidade cultural e, assim, promovem a inclusão social e a cidadania. Tenta-se então trazer uma proximidade entre o poder público, os cidadãos em geral e a universidade, procurando se aprofundar nas potencialidades e nas dificuldades que as cidades patrimoniais possuem.

A partir de três Seminários Internacionais realizados na cidade de Ouro Preto sobe Urbanismo, Patrimônio e Meio Ambiente (2009, 2010 e 2011), pôde-se perceber que a lacuna a preencher sobre as reais possibilidade e potencialidade que uma cidade patrimonial tem a oferecer e também a requerer do poder público, dos cidadãos e do meio universitário ainda é imensa. Em outras palavras, ainda é necessário adensar um diálogo que interligue essas três dimensões: para aqueles que administram, para aqueles que usufruem e vivenciam e para aqueles que conceituam e pesquisam.

 

Programa

 

 

Participantes

 

Local

11 de junho de 2018 – auditório G-1 da Faculdade de Letras

 

Créditos
Organização/Coordenação: Prof. Dr. Marcelo Rocha da Silveira (EBA-UFRJ)
Bolsista: Cassiane Aparecida de Lima

Realização:
Escola de Belas Artes/UFRJ

Parcerias:
Grupo de Pesquisas Paisagens Híbridas | GPPH – EBA/UFRJ

Apoio:
Faculdade de  Letras –  FL | UFRJ

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